Uma tabela nutricional no menu do restaurante é simultaneamente requisito regulatório e expectativa do cliente. O Regulamento UE 1169/2011 define o formato com precisão: energia (kJ e kcal), gorduras, ácidos gordos saturados, hidratos de carbono, açúcares, proteínas, sal — nessa ordem, por 100g/100ml.
Formato obrigatório: UE 1169/2011 Anexo XV
Formato tabular: 1) Energia (kJ e kcal), 2) Gorduras (g), 3) das quais saturadas, 4) Hidratos (g), 5) dos quais açúcares, 6) Proteínas (g), 7) Sal (g, = sódio × 2,5). Facultativos: fibras, mono-/polinsaturados, vitaminas e minerais (apenas se ≥15 % VRN por 100g).
Por dose vs 100g
100g/100ml é a base obrigatória. Os valores por dose podem ser adicionados, nunca substituídos. Boa prática: mostrar ambas as colunas lado a lado.
Métodos de cálculo
Três opções: 1) Cálculo manual com base de dados (TCA em Portugal, USDA, OpenFoodFacts) — 15-25 min por prato. 2) Análise de laboratório (Eurofins, ALS) — 150-500 € por amostra. 3) Software assistido por IA, ex. thMenu — precisão ~±10 %, rápido.
Apresentação digital
Sete linhas nutricionais sob cada artigo em papel destroem a legibilidade. Os menus QR resolvem: pequeno "i" por prato, modal com tabela completa. VRN % (baseado em 2.000 kcal adulto) como contexto.
Precisão e responsabilidade
Tolerância ±10 % aceite; além disso, coima 500-15.000 €. Atualize a cada 6 meses no mínimo, imediatamente ao mudar a receita. Conclusão: assistência IA + menu digital mantêm o esforço mínimo. Recompensa: confiança do consumidor e margem regulatória.
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