Um restaurante de peixe à beira-mar reformulou o menu com "pequeno 145₺, médio 195₺, grande 285₺". 62% dos clientes escolheram o médio. Listado sozinho a 285₺, quase ninguém pediria o mesmo prato — três pontos de preço são a ferramenta de enquadramento mais transparente em design de menu.
Efeito chamariz: por que o meio vence
Economistas comportamentais chamam de dominância assimétrica. O cérebro não processa preços absolutos, mas comparações. 145₺ faz o médio parecer acessível; 285₺ o torna "razoável". Experiência de Ariely 2008: sem opção média, 68% no barato; com chamariz, 84% no caro.
McDonald's testa pequeno-médio-grande desde os anos 80. O médio é o mais vendido — grande parece "exagero", pequeno "insuficiente".
Calcular os três níveis
As lacunas são psicológicas, não matemáticas:
- Pequeno → Médio: salto 30-40%
- Médio → Grande: salto 40-50%
- Pequeno a Grande: pelo menos 80-90%
O pequeno não é para vender — ancora o médio. Coloque o produto de maior margem no meio.
Posicionamento visual
Em menu digital, alinhe da esquerda para a direita: pequeno, médio, grande. Dê ao médio um destaque sutil — tom, selo "Popular". No thMenu, anexe variantes de tamanho aos cards combo.
Em menus QR, uma foto pequena na variante média atrai o olhar — texto simples para as outras.
FAQ
Dois preços bastam? Não — 60-70% deslizam para o barato. Três fazem do meio a escolha natural.
Por que manter o pequeno? É a âncora. Sem ele, o médio parece caro.
Quatro níveis seriam melhor? Não. Seis ou mais geram paralisia. Três é o ótimo.
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