Acessibilidade não é uma caixa de conformidade — é uma decisão de design que afeta diretamente a clientela. Cerca de 15-20 % dos adultos vivem com alguma deficiência. Se seu menu digital os exclui, perde mesas reservadas que não pedem. Este guia é uma lista prática.
WCAG 2.2 e o cardápio digital
WCAG é o padrão técnico. Três níveis: A, AA (recomendado), AAA. AA é a meta realista. O European Accessibility Act se aplica ao e-commerce desde junho de 2025; menus QR estão em zona cinza mas a tendência aponta para obrigatoriedade.
Baixa visão: suporte a leitores de tela
VoiceOver (iOS) e TalkBack (Android) exigem HTML semântico: produtos como <article>, categorias como <section>, preços com aria-label. Teste: ative VoiceOver, feche os olhos, navegue.
Paleta amigável para daltônicos
8 % dos homens são daltônicos. Vermelho sozinho para "esgotado" não basta — combine com ícone e texto. Contraste mínimo 4,5:1. Cinza claro em branco é elegante mas ilegível a 2,5:1.
Deficiência motora: alvos de toque
Alvos mínimos 44×44 px, 8 px de espaçamento. Os botões +/- do carrinho devem ser generosos, ou 5 almôndegas no lugar de uma.
Alergênicos: acessibilidade oculta
Para um celíaco, "pergunte ao garçom" não é aceitável — é perigoso. Mostre os 14 alergênicos da UE claramente. Plataformas como thMenu preenchem isso via IA automaticamente.
Conclusão: um menu acessível expande a base de clientes em 10-15 %. WCAG-AA é 1-2 dias de investimento.
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